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NÃO À ARMADILHA DO SIM

Esse texto que o Tanjar enviou para o blog caiu como uma luva para mim!

Boa leitura!

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NÃO À ARMADILHA DO SIM

Alguns de nós por alguma orientação educacional, familiar, religiosa, ou mesmo por necessidade de aprovação social se apegam ao SIM.

O pano de fundo para esses SIMS é sempre um sentimento de culpa.

Dizer SIM está vinculado a um sacrifício, e o sacrifíciotraz uma sensação de alívio, de expurgação de alguma culpa.

Culpa de que?  A culpa pela injustiça social, a culpa católica que é imposta aos nela que são batizados, a culpa por sermos muito menos ignorantes que o próximo, e as culpas pessoais que pais, tios, professores, babas e outros (des)educadores incutiram em nossos corações. Sim corações pois sendo a culpa uma emoção ela é atributo do coração não da cabeça.

ATENÇÃO!

Acontece que os SIMs podem levar a uma grande armadilha. Quando dizemos SIM, geramos um compromisso com alguém ou com uma proposta, um compromisso é uma amarração, uma amarração é uma presa, mesmo que por curto período de tempo.

O mesmo acontece quando você diz sim à uma oferta de ajuda. Aceitando uma ajuda você, eticamente fica preso à uma reciprocidade.

Portanto o SIM nos adere, compromissa e até escraviza.

O NÃO é uma chave que abre as algemas do SIM.

Quando dizemos NÃO à alguém ou à uma proposta, esse alguém e a proposta vão embora e continuamos livres de compromissos. Podemos em seguida usar nosso tempo com o que melhor nos pareça.

A verdade é que: O NÃO LIBERTA

Comece a dizer mais NÃOS em sua vida e será mais fácil viver, você será mais leve, e por incrível que pareça será mais respeitado, e desenvolverá liderança.

Quando você quiser mudar radicalmente sua vida simplesmente diga não à tudo.

Não estou convidando-o (a) a ser insensível, seja míope à necessidade do outro ou esqueça a solidariedade. Estou convidando-o (a) à ser muito criterioso ao dizer sim. Estabeleça com você mesmo o tamanho do seu sim, até onde você vai e qual seu objetivo e não passe desses limites.

Guarde seu SIM para quando sentir que ele vai levar VOCÊ à um lugar melhor .

Tanjar

DEUS É COMO UMA MÚSICA

Nessa época do ano ficamos todos mais sensíveis. Alguns refletem não só sobre o ano mas sobre a vida em geral. Esses dias o Tanjar me enviou por e-mail um insight que ele teve recentemente e que mexeu comigo!

Boa leitura!

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"DEUS É COMO UMA MÚSICA"

Show do Lulu Santos é sempre um convite à sensibilidade, sua musicalidade é genial, as letras são inteligentes, seu carisma, seu look fashion, o cara é mesmo muito bom.

Foi num dos shows do Lulu que me aconteceu um insight que guardo com muito carinho. Ele cantava,“…há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre, como uma onda no mar…”.  A letra da música retrata o dinamismo da vida, do tempo, observa que nada se repete, nada é igual e se lamenta da rotina e da mesmice, comparando a vida rotineira a uma onda no mar, que é parte de um imenso oceano, mas ignorando essa condição se limita a ficar repetindo seus movimentos de ir e vir no quebra-mar.

Voltando ao show, de repente me peguei olhando pras pessoas ao meu redor na plateia.

Ao meu lado direito, ignorando a todos ali presentes, uma mulher de uns 45 anos cantava, e meio que bailava de olhos fechados e braços levantados. Fiquei observando discretamente, atrás dos olhos fechados passava um filminho de algum momento do seu passado, podia ser uma paixão, a lembrança de amigos, ela mesma em plena juventude, enfim, era uma coisa absolutamente só dela e nada tinha a ver com a letra, com a melodia, ou com o Lulu.

Logo a frente um rapaz com um sorriso estampado fazia movimentos com os braços como se tocasse uma guitarra invisível. Ele curtia os acordes, dedilhava no ar, gingava o corpo, era bem engraçado. A melodia era o que o envolvia, a letra da música era de menor importância, e ele se sentia o Lulu.

Depois me surpreendi com um casal que num abraço romântico, ela olhando no olhos dele dizia, ”aqui dentro sempre, como uma onda no mar”, e com cara de felicidade. Pasmei! (é meio bicha falar assim, mas não sou não, eu sou (a)normal). Como é que alguém sente romantismo propondo a mesmice ao outro?

De outro lado, três meninas faziam uma coreografia simulando uma onda com os braços. A onda que o Lulu criticava estava sendo reverenciada pelas meninas.

De repente uma vozinha conhecida subiu de um lugar próximo ao meu estomago, é lá que ela mora, e cochichou no meu ouvido:

- DEUS É ASSIM!  Como uma música, a letra e a melodia é a mesma pra todos. Algumas pessoas entendem a letra mas não se interessam pela melodia e vice-versa.

 Há os que imitam Seus acordes julgando-se capazes de fazer igual a Ele, mas sequer tem instrumento. Tem os que fecham os olhos e levantam os braços como se fosse para DEUS mas o fazem em sua própria memoria.

Há os que olham nos olhos do próximo cheio de romantismo e sentimento “nobre” e cantam com a voz doce algo como, vamos ser felizes na ignorância sem precisar explorar nada lá fora.

…E, há os que a cada vez que escutam a música descobrem sacadas geniais na letra e na melodia. Esses não se importam em vir ao show, veem por pura curtição pois já percebem que o show é apenas o show. O show começa e acaba, enquanto a musica é eterna, transcende gerações e se adapta à novas leituras…

Sendo assim o show é a missa, a pregação. A musica é Deus.

Num milésimo de segundos a vozinha se calou e voltou ao seu lugar próximo ao meu estomago, e eu sorri um sorriso largo.

Tanjar

PARA REFLETIR

Final do ano vem chegando, ou melhor… já chegou e com isso o  último texto ”PARA REFLETIR” do ano aqui no blog.

Escrito pela minha mãe, Psicóloga Clínica e escritora, feito especialmente para vocês leitores do Velvet Flavor.

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//FINAL DE ANO

 Faz dias que penso em começar essa nossa despedida de final de ano, mas como não sou boa nisso, meu ego vem protelando tal situação.

 A semana corre normalmente, apesar dos compromissos e confraternizações já tomarem conta na minha agenda, e são tantas as coisas que acontecem no nosso dia-a-dia que até parece, que vão evitar que cheguem os dias 24 e 31 de Dezembro.
 Penso que os tais dias em si não são especificamente o que quero aqui debater com vocês, mas sim, o processo que nos leva até eles. Alguns de nós pouco se importa com o processo e pensa apenas nos novos projectos, futuras expectativas e sonhos à se realizarem. Trago aqui algo maior, como a forma de mudarmos ou não o olhar perante a esse processo que me refiro.

 Tanto em mim, amigos próximos, quanto em alguns pacientes no consultório, é visível que algo é mobilizado em nós nessa época do ano.

 Algumas pessoas aproveitam para fazer um balanço do que realizaram tanto profissionalmente, na família, emocionalmente e humanamente. Muitas vezes percebem que pelo menos em um dos âmbitos, algo ficou em débito.
 Quando isso é percebido, certo vazio toma conta da alma dessa pessoa. É como se a alma se retirasse, pedisse uma trégua. Ela, a alma, precisa ser de alguma forma acolhida ou por um bom analista, bons e verdadeiros amigos, ou familiares.
 A alma pode ser perdoada e acolhida pelo próprio ser humano que se reconhece na dor, e isso em minha opinião é fundamental.
 Temos que olhar para os nossos débitos, ter redenção, para então em algum momento nos perdoar. Somente assim conseguiremos fazer novos planos para o ano seguinte. Caso contrário, continuaremos caindo nas armadilhas que nos mantêm nos mesmos erros e nos angustiam como nos anos anteriores.
 Vamos combinar, se afinal, tantas vezes perdoamos os outros, nada mais justo perdoamos a quem mais deveríamos amar, nós mesmos.

 Além do balanço mental que as pessoas costumam fazer com a chegada do final do ano, há também a vivência acumulada que tráz um saldo um tanto quanto melancólico, saudoso, junto com as frustrações e perdas das experiências vividas.
 Muitos sentimentos afloram nessa época junto com o não conquistado, o idealizado, o não realizado, o falecido.
 Nessa parada que o calendário, o Natal e o Ano Novo nos proporcionam, sentimos falta das pessoas amadas que não estão mais presentes na festa (seja ela pequena ou grande) da nossa família, aonde nos sentimos acolhidos e em unidade. Tudo isso é muito bom de ser percebido com consciência, pois é a partir dessa conscientização que daremos o verdadeiro valor aos que amamos.
 Ah… como a Vida, a Natureza, Deus e a Psique são sábios, o Natal chega nos mostrando que Cristo se sacrificou por nós e Ressusitou. Assim também chega o momento de sacrificarmos algo em nós, o nosso egoismos para pensar em um beneficio maior.
 Esse beneficio pode vir tratando e olhando melhor para nossa família, nos envolvendo com a nossa comunidade, colaborando e se envolvendo com os menos favorecidos.
 Enfim, cada um de nós sabe o chamado que nos toca e só nos cabe ouvir com generosidade para com nós mesmos.
 Penso que não há nada melhor do que essa pausa para repensar a vida e assim enchermos o coração de esperança para novas realizações. Não sei quem inventou o calendário, mas sou grata a ele, pois essa parada nos faz olhar para nós mesmos e assim podemos renovar nossas energias e iniciar até um novo propósito de mudança interna!

FINAL DE ANO

 Vamos lá meus queridos! Boas reflexões, boas energias, um maravilhoso Natal e que vocês conquistem suas mudanças.

 Eu vou lutar para conquistar as minhas. Tenho claro que não é nada fácil, mas trago comigo a garra de lutar pelas conquistas sempre!

 O meu único desejo para vocês é saúde e paz, pois assim vocês estarão engajados na vida e lutando para serem sempre melhores.

 Com um pouco mais de intimidade, beijo no coração. 

Claudia Romcy

Psicóloga Clínica

CRP 06/101925

clauromcy@hotmail.com

PARA REFLETIR

Queridos leitores, 

Aqui vai mais um texto da minha mãe, Psicóloga Clínica e escritora, feito especialmente para o Velvet Flavor.

Quero que fiquem a vontade para sugestão de temas, podem enviar para clauromcy@hotmail.com

//Decidindo

Passamos o tempo decidindo várias coisas na nossa vida, porém há momentos nos quais ficamos cheios de dúvidas. Por conta de tantas dúvidas que antecedem as tomadas de decisões, elas vão ficando muitas vezes para trás, nos deixando num mar de angustia. É sobre isso que quero discorrer hoje com vocês.

Em determinados períodos da vida algumas decisões precisão realmente ser feitas, ou pra lá ou pra cá, no meio não dá para ficar.

Estou falando de situações que envolvem certa perda, seja ela emocional, financeira, afetiva, de status… Quando preferimos protelar e assim deixar pra mais tarde. 

É quando deixamos pra mais tarde, que muitos sentimentos e sensações surgem sem pedir licença e sem a gente perceber. Eles têm uma capacidade incrível de se apoderarem do nosso ser. Não porque somos fracos, mas porque eles são poderosos e se aproveitam que estamos envolvidos no corre-corre do cotidiano, sem parar para pensar no que está acontecendo com nós mesmo.  

Nem sempre são fáceis determinadas decisões, pois não queremos perder nada, e para não perder, ficamos imóveis, parados e emaranhados nas nossas próprias indecisões. 

Acontece que dessa forma, aos poucos o medo, que tem como característica paralisar cumpre sua função e nos paralisa tomando conta de nossas escolhas e de suas conseqüências.

  Na verdade sabemos que é bom fazermos escolhas conscientes, mas não temos a garantia de que vamos perder somente o lado ruim com as nossas escolhas, como gostaríamos. Geralmente perdemos também um lado muito bom ao fazer a escolha. Daí surge o que chamamos de ambigüidade.

Essas escolhas fazem parte do nosso processo de crescimento pessoal sempre. Crescer não é fácil, requer certo desgaste de energia, mas é o que nos leva em direção a um ser humano mais seguro. 

 Sendo assim, algumas pessoas deixam passar decisões importantes como, escolha da profissão conscientemente, do amor, do estilo de vida, dos amigos verdadeiros, etc. 

Lembro que na minha vida, algumas decisões significaram “boas” perdas, dentre elas escolhi; amar minha profissão, minha família, a natureza, o meu Deus, meus verdadeiros amigos, o homem que está ao meu lado, enfim o meu dia a dia, como escolhas maduras o que me fez abrir mão enfrentando perdas significativas. 

Muito obrigada por poder partilhar meus pensamentos com vocês. Um bom final de semana para todos.

Claudia Romcy

Psicóloga Clínica

CRP 06/101925